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O caso do ataque na escola Thomazia Montoro,best online casino sign up bonus - na capital paulista, que levou à morte a professora Elizabete Tenreiro, de 71 anos, trouxe à luz diversos problemas a serem enfrentados para o combate à violência nas escolas.

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O crime - cujas imagens de uma criança de treze anos, com uma faca nas mãos, provocando tanta desgraça antes de ser barrada, causaram perplexidade - faz com que a questão da segurança seja a primeira a chamar a atenção. Afinal, toda a comunidade escolar se sente vulnerável diante de ameaças desse tipo. Mas há questões mais profundas que, se não enfrentadas agora, levarão ao aumento dessa violência, sem que os mecanismos de segurança surtam efeito.

Debater a raiz do aumento desses casos nos últimos tempos é a única forma de prevenção eficaz.

É importante entender os casos recorrentes nos Estados Unidos, onde escolas e comunidade, mesmo preparadas para a defesa, não conseguem evitar tragédias como a do último dia 27 de março, em que um jovem de 28 anos atacou a tiros uma escola em Nashville e matou três crianças de nove anos e três funcionários adultos. O ataque foi o 131º caso do tipo nos Estados Unidos desde o início deste ano, segundo a Gun Violence Archive, uma organização sem fins lucrativos que monitora dados de violência armada.

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No Brasil, ao mesmo tempo em que falamos sobre as urgentes melhorias na estrutura das escolas públicas, é preciso pensar sobre os discursos de ódio, fomentados pela extrema direita, que levam a muitos dos atentados. Temos uma parte da juventude fortemente influenciada pelos ideais dos supremacistas brancos dos Estados Unidos e as células neonazistas no Brasil cresceram 300% desde 2019.

No entanto, é preciso atentar que esses discursos de ódio estão presentes no cotidiano escolar, de fora para dentro, trazidos pelos alunos sob influência de suas famílias e círculos sociais, e, também, de dentro para fora, disseminados em discursos de parte dos educadores que entendem a escola como espaço de controle social e repressão às camadas populares.

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O professor e dirigente da Campanha Nacional pelo Direito à Educação (CNDE), Daniel Cara, apontou, em seu Twitter, que "a sociedade brasileira lida com o problema de forma superficial e efêmera", e que as "comunidades escolares permanecem desamparadas". Ele foi o organizador do relatório Ultraconservadorismo e Extremismo de Direita entre Adolescentes e Jovens no Brasil, lançado em dezembro de 2022 e encaminhado ao grupo de transição da área de educação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

De acordo com matéria publicada no site da CNTE, o documento associa o crescimento de atos de violência à escalada do ultraconservadorismo e do extremismo de direita no país e à falta de controle e criminalização desses discursos e práticas. Segundo o levantamento, ao longo dos anos 2000, ocorreram 16 ataques em escolas brasileiras, que mataram 35 pessoas e deixaram 72 feridas.

A pesquisadora Letícia Oliveira, editora do site El Coyote, que monitora grupos de extrema direita no Brasil há 11 anos, também colaboradora do relatório, explica que comunidades específicas nas redes sociais cultuam quem comete atentados nas escolas e consideram ações violentas como os massacres de Suzano, em São Paulo, e Realengo, no Rio de Janeiro, marcos desse movimento.

O caso da escola da zona oeste de São Paulo está diretamente ligado aos ataques anteriores, ocorridos em Suzano (SP) e em Aracruz (ES), pois o assassino de Bete usava, em sua conta no Twitter, o mesmo sobrenome que um dos assassinos de Suzano e ostentava em suas vestes uma balaclava de caveira, símbolo de supremacistas brancos norte-americanos, utilizada também pelos assassinos de Suzano e Aracruz.

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Misoginia, machismo, racismo, LGBTfobia, supremacismo racial e culto à violência são elementos alimentados pelo bolsonarismo nos últimos anos e é urgente que esses temas sejam enfrentados com a devida clareza e consequência, sob pena de permitirmos que os responsáveis pela violência fascista sejam os propositores das "soluções".

O fascismo é a face mais perversa do capitalismo, não o seu oposto. A opressão de uma classe sobre a outra é a essência desse sistema cuja única liberdade possível é a da manutenção dos lucros das grandes corporações.

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