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"O maior inimigo do Brasil hoje é o Banco Central". A frase se alinha com o tom usado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para falar sobre o BC,bestusonlinecasino - mas veio direto "da Faria Lima", o centro do mercado financeiro da capital paulista. Em entrevista ao site Money Times, o sócio-fundador da corretora financeira Versa Asset, Luiz Fernando Alves, fez duras críticas à instituição que, nesta semana, decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 13,75% anuais.

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Mestre em economia e finanças pela Fundação Getúlio Vargas, Alves gerencia uma empresa que, segundo seu próprio site, opera montante superior a R$ 150 milhões, dinheiro aplicado por mais de 10 mil clientes. Na entrevista, mostrou voz dissonante de boa parte de seus colegas de ocupação.

"Não há qualquer mecanismo de análise de eficiência ou punição para um BC incompetente como esse", prosseguiu Alves na entrevista. "O BC virou o poder supremo do país e, talvez por isso, impõe dessa forma sua ideologia, seja tão politizado".

Nunca é demais lembrar que, desde 2021, o BC tem autonomia. Em termos práticos, isso significa que o governo não tem poder para trocar o comando ou decidir a linha de atuação do banco, ao contrário do que acontecia anteriormente. Com isso, Lula assumiu a presidência com o Banco Central chefiado por Roberto Campos Neto, nomeado por Jair Bolsonaro (PL). Campos Neto tem mandato até o final de 2024.

Em entrevista ao Brasil de Fato, a economista e professora universitária Cristina Pereira Vieceli, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sociais (Dieese), lembrou que o Brasil tem a mais alta taxa de juros reais do mundo, e isso está prejudicando o desenvolvimento econômico do país. Essa visão, segundo ela, é compartilhada por outras pessoas que circulam pela Faria Lima.

"Não são só os economistas 'de esquerda' ou heterodoxos que são contrários a essa taxa elevada, mas também o mercado. Economistas que estão ligados ao setor produtivo também enxergam que essa manutenção da taxa de juros muito acima dos termos internacionais é bastante danosa para o país e para a situação econômica como um todo", afirmou.

O principal argumento do BC para manutenção da taxa de juros nos altos patamares atuais é a contenção da inflação. Entretanto, não é consenso entre os especialistas que essa seja a única medida a ser aplicada com esse propósito, ou mesmo a mais adequada.

Para o cidadão comum, a taxa mais alta causa encarecimento das operações de crédito e financiamento. As empresas tendem a investir menos em infraestrutura e contratações, já que é mais vantajoso financeiramente deixar o dinheiro aplicado, rendendo. E o governo gasta mais, já que paga juros mais altos. Isso gera algo que Cristina Vieceli chamou de "bolsa rentista". Na prática, quem tem muito dinheiro vai ganhar ainda mais, às custas da população em geral e do orçamento público.

"São muito criticadas algumas políticas, como a de transferência de renda, com o Bolsa Família, assim como outras políticas para tirar a população da miséria e da fome, porque 'ocupam espaço muito grande da receita do governo'. No entanto, a gente enxerga que, na verdade, essa 'bolsa rentista' representa um gasto superior ao gasto com programas de auxílio à população", pontuou.

Contradição

O economista Leonel Sampaio, Pró-Reitor Adjunto de Planejamento da Universidade Federal do ABC (UFABC) afirma que não é possível imaginar qualquer instituição financeira como algo meramente técnico. Há sempre um componente político, especialmente em instituições como o Banco Central, que lida com os rumos da sociedade brasileira.

Para Sampaio, ao manter a taxa de juros em patamares tão elevados, o BC contradiz seus próprios princípios, que determinam que a entidade deve trabalhar para suavizar as flutuações do nível de atividade econômica e fomentar o pleno emprego.

"Se tem uma coisa que manter os juros [altos] não vai contribuir, é para o pleno emprego. E nesse caso, da economia mundial e brasileira, ele vai reforçar o ciclo de baixa [na economia]. A única coisa que esses caras estão enxergando é 'eu quero a inflação a 3% ao ano, custe o que custar'", disse ao Brasil de Fato.

O economista citou trecho do comunicado publicado pelo BC para justificar a manutenção da taxa de juros. O texto foi classificado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, como "preocupante", e cita "expectativas de inflação desancoradas em relação às metas em horizontes mais longos"."De onde vêm essas expectativas de inflação? Da pesquisa Focus, que é feita por economistas chefes de banco. Com os principais representantes do que se chama de 'mercado'. Então, o Banco Central diz o seguinte: 'enquanto as expectativas para inflação em 2024, daqui um ano, ano e meio, não baixarem, eu vou continuar com juros [altos]'. Quem faz as expectativas? O mercado. Quem ganha dinheiro com essa taxa de juros?! O mercado!", concluiu Sampaio.

Edição: Rodrigo Durão Coelho


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